MISCELÂNEA

Todos os álbuns resenhados nesta categoria: 10

Inútil seria tentar descrevê-lo musicalmente pois é um apanhado de canções que literalmente foge à meras classificações. Portanto, a maneira mais apropriada que encontrei para a ele me referir foi apelando para o subjetivo. Giostra é alguma coisa pensada para comunicar algo àqueles que se reconhecem nas conexões do transcendental existente entre as pessoas e as coisas. Na verdade, parece se tratar da trilha sonora de um filme insólito através da qual o pensamento se expande para além… Continue lendo


O álbum levou quase uma década para ficar pronto. Songs From The Haunted South é definido pelo autor como um “ato de amor”. O conceito do álbum nasceu de uma ideia para um projeto da 4AD (gravadora independente britânica). Porém, após separar-se do cantor Micah P Hinson, o álbum, que originalmente foi concebido com o propósito de juntar alguns cantores e músicos fazendo versões para canções que marcaram sua vida, foi expandido para mais vozes que ele… Continue lendo


Não tenho medo de dizer que Jardim da Infância é um dos melhores discos já gravados nestas terras. Nesta época, Fagner foi elevado à condição de diretor artístico do selo Epic da CBS (havia uma piada dizendo que CBS significava Cearenses Bem-Sucedidos) e empurrou para o estúdio vários músicos nordestinos, destes que as gravadoras consideravam com pouco potencial comercial. Entre eles, Robertinho do Recife, jovem guitarrista que já o vinha acompanhando há algum tempo… Continue lendo


O disco, que leva o nome da banda, foi lançado em 1974, quando teve razoável repercussão. No entanto, só em 2002, veio a ser remasterizado e relançado, sendo que, apenas em 2010 tornou-se cult tanto para a crítica quanto para os fãs. Musicalmente pode-se dizer que o trabalho é uma pequena obra-prima elaborada com conhecimento musical e feita com muito carinho. Liderados pelo cantor e compositor Guilherme Arantes, o grupo produziu canções que poderiam ter se… Continue lendo


White Moth Black Butterfly é um projeto contemporâneo de pop progressivo intercontinental (britânico / indiano / americano) cujos membros são de Nottinghamshire/UK, Nova Delhi/Índia e Salt Lake City/Utah/EUA. Criado por Daniel Tompkins, que também é o vocalista principal do grupo de metal progressivo TesseracT, parecia precisar de mais uma válvula de espace para dar vazão ao seu grande fluxo criativo. Para este projeto ele buscou inspiração em artistas… Continue lendo


Freedom Highway é sobre liberdade. Mas, mais do que isto, é sobre mulheres negras e suas histórias de luta por liberdade. E isto é muito poético, mas não é só isso! Pra começo de conversa podemos falar da voz e da interpretação com as quais a cantora dá vida a sua música. E como se isso não bastasse, ela canta com uma verdade cheia de dignidade. Coloca a quantidade certa de paixão e de poesia nas suas narrativas, que falam de dor, de preconceito, de amor e outros temas que… Continue lendo


Bright Fire não é o tipo de som ao qual estou acostumado. Quem me conhece sabe que sou fá de rock e metal. Todavia, sem muito esforço pude perceber que a dupla, com a ajuda de um bom produtor, conseguiu fazer uma pequena obra-prima. Um disco feito de climas, no qual a percussão é responsável por uma tensão que vai do início ao fim do disco. Os teclados se destacam pela forma como se ocultam, participando das composições apenas como plano de fundo e alternando-se, em… Continue lendo


Playing the Angel é o décimo primeiro álbum do grupo e o primeiro com Dave Gahan como vocalista e co-autor. O título foi retirado da canção que fecha o disco, The Darkest Star. Para os fãs do estilo, o álbum pode ser considerando um dos trabalhos mais orgânicos em virtude de, nele, haverem sido usados MAIS sintetizadores analógicos do que digitais. Além disso, a maioria dos arranjos estão mais simples e polidos do que em muitos dos trabalhos anteriores. Alguns fatos curiosos… Continue lendo


Soul Deep é um retorno da artista às suas raízes soul funk. Um trabalho bem cuidado e genuinamente tocado ao vivo no estúdio. A maioria das canções são suas, mas também há clássicos de compositores norte-americanos, como Move On Up, de Curtis Mayfield. Noora pegou suas músicas e lhes deu vida nova. Outra coisa importante sobre este disco é que contou com a participação vários músicos americanos de blues e soul, entre eles os membros de Little Charlie & The NightcatsContinue lendo


Say Yes é o seu segundo álbum de estúdio e, além de entreter, busca afirmar as raízes afro da artista. Para nós brasileiros, exemplos de miscigenação, o disco pode ser um primor no que diz respeito à mistura de estilos com vistas a criar algo novo. Se bem que nem tudo é original neste álbum de 11 músicas. Mas tem muitos pontos fontes dentre os quais vale ressaltar a coragem da artista em falar dos desequilíbrios sociais aos quais todo o povo afro no mundo sempre esteve submetido. E ela… Continue lendo