BLUES

Todos os álbuns resenhados nesta categoria: 30

From the Cradle foi e continua sendo um dos álbuns mais ambiciosos e bem sucedidos de Eric Clapton, que recompensou o cuidado e a devoção com que ele se envolveu no projeto. As gravações foram realizadas no Olympic Studios em Barnes, Londres, e a produção ficou a cargo de Clapton e de Russ Titelman (que, entre outros, produziu trabalhos de Meat Loaf, Cyndi Lauper e George Harrison). Um time de músicos com a mesma sintonia foi reunido e… Continue lendo


Belfour não foi feito para tocar em casa, a menos que estivesse compondo uma música. Muitas das canções que tocaram nas rádios o ajudaram a chegar no topo. Quando subia ao palco, surpreendia os espectadores. Tinha muito carinho para com a música de Muddy Waters, John Lee Hooker, Little Milton e, particularmente, Howlin ‘Wolf, para quem disse: “Não é um violão qualquer que fará você me abandonar. Você pode aguentar uma ou duas semanas, mas sempre que me vir… Continue lendo


Gravado ao vivo no estúdio, Bad Man é uma mostra autêntica de como o bom blues deve ser. A música de Ford tem essência, tem alma, por isso ela é tão atraente. Enquanto artista, Ford não faz arranjos polidos, ele escava e os encontra por debaixo da emoção. Ele fala exatamente de como se sente. Como resultado, músicas como “Black Nanny“, “Ask Her for Water” e “Let the Church Roll On” têm o tipo de crueza e honestidade que faltam em alguns dos mais lindos álbuns do… Continue lendo


Após uma pausa de dois anos sem gravar, Buddy retorna com Sweet Tea, um disco que fugiu completamente ao padrão de sua enorme discografia. Lançado pela Silvertone Records, no Mississippi, esta foi uma tentativa ousada de criar um autêntico disco de Blues. Ou seja, um álbum gravado sem muita pompa, depender de covers de bandas famosas, sem misturas, sem muitos efeitos ou truques de estúdio. Em certo sentido, a própria ideia por trás deste trabalho era a de levar… Continue lendo


 In Between Time, segue a linha do autêntico Blues de Chigago, um cenário que deu voz a nomes como Eric Clapton, entre outros. Para o disco, recrutou três mestres da guitarra: John PrimerDave Specter e Billy Flynn. Para a surpresa de muitos, “Al” aparece tocando gaita. Logicamente, exercendo o papel principal da banda, tocando harmônicas, cantando, escrevendo e, ainda, auxiliando nas guitarra. Al embebe sua música de sentimento, sendo que, no blues, isto é … Continue lendo


Jazz Blues Fusion é um exemplo perfeito do que os artistas descolados de hoje se esforçam tanto para projetar e alcançar: suave sem ser forçado cuja inspiração deve ter origem nas profundezas de um espírito livre e despreocupado. Ao ouvir essa música, a pessoa imediatamente se deixa levar pela alegria e pelo entusiasmo das apresentações. Esses músicos não estão trabalhando; seus corações cantam e dançam enquanto suas mãos encorajam amorosamente os instrumentos a … Continue lendo


Em 1970, se mudou para a Califórnia, onde muito se ocupara colaborando em diversos projetos com astros do rock. Uma dessas colaborações foi com os líderes da banda Canned Heat (Alan Wilson e Bob Hite), que resultou no medalhão Hooker ‘N Heat. O álbum duplo que deu ao nosso herói, o seu primeiro disco de ouro. Os Canned Heat provaram ser o contraste perfeito para Hooker e, juntos, fizeram um disco que se tornou um dos maiores clássicos do estilo, na época… Continue lendo


Em 10,000 Feet BelowEliza Neals nos conduz pelos caminhos ásperos do gênero, num percurso durante o qual sua voz aveludada e rouca traz alívio até a chegada no paraíso dos amantes do estilo. As Canções são dirigidas pelo piano, mas a guitarra sexy de Howard Glazer desempenha uma função quase pedagógica na estrutura das harmonias, perfurando o vácuo com um timbre deliciosamente cativante. Durante a audição do álbum tive a sensação de estar vendo um filme antigo… Continue lendo


O álbum tem como enredo, canções inspiradas em fatos reais, que buscam (em parte) busca retratar acontecimentos e bastidores relacionados à indústria da moda, que promove eventos grandiosos, porém com suas instalações de trabalho, por vezes, precárias e gente trabalhando em condições desumanas. No geral, o conceito gira em torno de uma escravidão moderna para o qual Betty doa sua interpretação contemporânea aos cantos típicos dos escravos do início do século. Além… Continue lendo


My Way Home é um disco de Blues com pegada Rock ‘n’ Roll, mas também pode se dizer o contrário! Não importa! Em ambos os sentidos o disco faz sentido. E, diga-se de passagem, que belo disco. O leitor poderá comprovar o que digo pela audição desta pequena pérola do blues-rock nacional lapidada ao longo dos anos. O álbum é composto por 16 canções dignas de qualquer grande artista contemporâneo. A despeito da quantidade de faixas, a audição não é nem um pouco… Continue lendo


Depois de vários experimentos, seja em carreira solo, como trio ou com uma big band, Henrik Freischlader volta às suas origens musicais e revisita o blues, estilo musical que o revelou! Com o lema de cair na estrada dirigindo um tour-bus e fazer performances ao vivo no máximo de lugares possíveis e para boas plateias, Freischlader se orienta pela desejo de reviver o clima dos pequenos pubs e de interagir com o público de perto. A paixão dos músicos pelo blues é grande e ele, por sua vez… Continue lendo


Quanto ao presente trabalho, Old Friends é um álbum discreto, mas sólido. Na verdade, o artista parece haver elaborado uma fórmula para escrever canções tranquilas que aquecem o peito calma e lentamente. Bons exemplos disto são as faixas: 1) My Baby Let Me; 5) Call Me Baby (com a participação de sua filha, Jackie); a faixa que dá nome ao álbum, 7) Old Friend e 10) Change My Way Of Living. Durante a audição é notório que algumas vezes as canções soam clichê, mas… Continue lendo


O disco trás sonoridades regionais, com ênfase nos elementos das tradições nordestinas e deve agradar especialmente aos nativos dessa região do país como é o caso deste que vos escreve. Mas o que se houve nesse disco vai além de uma mistura de sons (coisa que muita gente já vem fazendo). Para a elaboração desse álbum foi feito todo um trabalho de pesquisa em função de ritmos e sons. Em resumo, é música do Brasil para o mundo! Uma obra na qual se pode encontrar referências que… Continue lendo


Cantora e compositora norte-americana originária de Los Angeles, com oito álbuns na bagagem (sendo um desses ao vivo). Tem apenas 41 anos, e seu maior sucesso aconteceu em 1999, com o single L.A. Song (Out Of This Town), que chegou ao Top 5 da parada americana. Com o sucesso veio a pressão, vício em drogas, necessidade de internação em clínicas e uma carreira promissora que parecia estar indo para o ralo… Aos poucos, ela se recuperou: se livrou (na medida do possível) do… Continue lendo


Keep Pushing, quarto álbum, representa uma virada de página na carreira do artista. Com mais recursos e melhor produção, ele busca se inserir na cena americana de uma forma sutil e aderente aos requisitos gringos. A maior arma de Artur é o seu talento para tocar guitarra e ele sabe disso, portanto, abusa dela de uma forma divertida e saudável. Neste álbum de 10 canções (38 minutos) ele consegue dar o seu recado com maestria e respeito pelo estilo que o consagrou. É um… Continue lendo


O EP abre com uma versão para o clássico 1) 44 Blues em que Roberto juntou duas culturas musicais, que são o “fife and drum” do Mississippi e o som das bandas cabaçais do Cariri cearense, usando o blues moderno como um elo. O disco segue com um shuffle a Chicago, 2) Get Out Of My Sight, música esta, elogiada por Bruce Iglauer, chefão da Alligator Records, o mais importante selo de blues da atualidade. Em seguida, mostrando a influência que o bluesman tem de um de… Continue lendo


Robert Finley nasceu no estado da Louisiana/USA. Artista do blues e do soul, demonstra apreço pela música gospel. “Eu desenvolvi um gosto precoce pela música quando comprei um violão usado aos 11 anos”. Isso seria o começo de uma obsessão ao longo da vida pelo instrumento com o qual aprendeu a brincar, tocar e, eventualmente, a escrever suas próprias músicas. Frequentemente convidado para tocar em grupos  evangélicos, causou grande impacto nos amigos quando se… Continue lendo


“The Wind” é o segundo EP do bluesman cearense, Roberto Lessa. Lançado nas plataformas digitas em junho deste ano (2021), o EP reúne alguns singles já lançados pelo artista entre 2019 e 2021, além de uma faixa instrumental acústica e intimista que dá título ao trabalho e, até então, inédita nos streaming de música. Sobre isto, a história contada pelo guitarrista/vocalista, se confunde com a de muitos artistas da música nesses tempos difíceis de pandemia. De acordo com ele… Continue lendo


White Sugar, seu álbum de estreia, é um trabalho super agradável de se ouvir. Apesar de suas influências, não é um álbum de blues tradicional, pelo contrário, é moderno e contem uma boa dose de rock clássico. As composições são boas e parece que uma abre caminho para a outra de um jeito viciante. São canções intimistas que parecem ter sido escritas com a intenção de fazer o ouvinte refletir sobre a vida depois de uma ressaca, que pode ter sido causa por bebedeira ou por amor. Mas… Continue lendo


Chill & Fever apresenta uma nova Samantha. Particularmente, percebi mudanças tanto de sentido como de direção: 1) a mudança de estilo, do blues para algo mais funkeado com tendências que, ora descambam para o soul, ora para o rock; 2) As composições não foram escritas em função da guitarra, embora haja predominância do instrumento; e 3) a passagem da artista de uma cantora em desenvolvimento para uma cantora de fato. Não se pode dizer que, ao beber em fontes variadas a… Continue lendo


Musicalmente orientada pelo bluesPopovic nunca fez segredo sobre seu amor pelo rock, soul e jazz. Dessa forma, Unconditional é um trabalho baseado em influências tão diversas quanto variadas. Seu estilo se ancora nas obras dos mestres norte americanos e isto, a princípio, pode parecer estranho em função da sua nacionalidade (Sérvia), mas quando lembramos que o blues feito no Brasil se embriaga na mesma fonte, nossa percepção passa a aceitar como algo natural. O… Continue lendo


Off The Rails começou a ser gravado em 2018, mas só foi lançado em 2019. O processo de concepção e realização do álbum, segundo Yang, “foi um período de transição marcado por dúvidas e pela busca de estabelecer um nova identidade musical”. Conflitos típicos de artistas com consciência social no Brasil atual. De fato, o disco soa um pouco diferente do habitual, mas isto só confirma a sua tendência a ser um desgarrado poético e autoral… Continue lendo


São 14 faixas que oferecem ao ouvinte uma variedade de estilos musicais, incluindo um galopante Soldier’s Joy, um blues relaxado de Bill MonroeBluegrass Stomp e um alegre e divertido jazz chamado Sweet Georgia BrownFrankie and Johnny é uma joia country e Summertime, o grande destaque deste disco, é um blues saudosista. Os vocais harmoniosos, a palhetada tranquila e os versos do bandolim caminham de mãos dadas ao lado de convidados especiais: Jack LawrenceContinue lendo


Sledgehammer Soul & Down Home Blues¹ é uma expressão utilizada pelos músicos do estilo para se referir ao modo caseiro de fazer música. Caseiro, mas nem por isso, sem sofisticação. Neste disco, McClain nos oferece 12 pérolas do Blues e da Soul Music de forma inspirada e requintada. Aqui temos hits como Where You Been So LongThey Call Me Mighty e a arrasadora When the Hurt Is Over, que coroa a parceria mais que perfeita de Bland e John Lee HookerTrying toContinue lendo


Em Shakedown Soul, a artista mostra uma espécie de fuga em relação ao próprio padrão musical. Com umas músicas mais para o hard rock e outras, mais para o rádio, Kelly mantem a constante do bom gosto indiscutível. O que se houve aqui é uma mistura bem dosada de blues com rock. E esta mistura, que gira em torno de sua voz sedutora, funciona muitíssimo bem em canções como You Wanna RockLove e I Want To Run. Por outro lado, a acústica Fading é uma música… Continue lendo


Com RealisticSnowy jamais irritará os puristas da música. A Fórmula do blues-rock urbano está mantida e ele não parece se importar com as críticas daqueles que se consideram à frente do seu tempo. Ao contrário, ele demonstra sentir orgulho do seu jeito de tocar, por isso, continua exercendo seu ofício com amor. Aliado a isto, podemos falar do seu extremo bom gosto que – aliás – é bom que permaneça inalterado. Assim, como uma constatação, uma das coisas que me vieram à mente… Continue lendo


Com a pressão para produzir singles e cansado de sua inclinação musical para o hard rock, percebeu que era hora de voltar às suas raízes bluesy no álbum Still Got the Blues, o lançamento “mais comercialmente” bem sucedido de sua carreira). Este álbum teve como convidados nomes como Albert CollinsAlbert King George HarrisonGary em nada alterou seu jeito de toca, só que agora, fazendo aquilo que a muito desejava, blues. Este álbum é brilhante por 3 razões: 1) todas as… Continue lendo


Primeiro álbum solo, contém 12 canções, três das quais são covers. Entre estes últimos podemos ouvir Man’s World (James Brown), uma magnífica versão de Load Me a Dime de Boz Scaggs e a clássica Parchman Farm (Bukka White / Mose Allison). O som é claramente um blues-rock, no melhor estilo Gary Moore. As composições próprias são bem impactantes, como por exemplo: Baby Blues e Bad Feeling. A gravação também contém uma excelente seleção de… Continue lendo


“Brancos” podem tocar blues? Claro, não há porque duvidar da autenticidade musical quando a contrapartida é o talento. O surgimento do Rock & Roll é a maior prova disto. Por falar nisso, o vocalista e guitarrista Kim Wilson – mais conhecido como o líder dos Fabulous Thunderbirds – dá uma aula de blues em seu álbum solo de 2001, Smokin ‘Joint. O disco foi… Continue lendo


All Dogs Cry apareceu enquanto caminhava em uma tarde no bairro onde cresci, bem próximo à escola que estudei por muitos anos. Uma tempestade se formava no céu, o vento começava a cheirar chuva. Acelerei o passo ainda encantado com as lembranças e pensando nos problemas da vida. Ouvi um galo cantar na casa onde passava em frente. Seu canto parecia um riso, como se risse de problemas tão fáceis de resolver, mas que incomodavam. Lembrei logo de “The Red Rooster” de Howlin’Continue lendo


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